Política
Berg anuncia redução de comissionados e corte no seu salário, do vice e dos secretários de Bayeux
Prefeito eleito disse que folha de pagamento foi inchada em ano eleitoral e atual gestor, Expedito Pereira, estourou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal
O prefeito eleito de Bayeux, Berg Lima (PTN), revelou que nos primeiros dias de sua gestão adotará algumas medidas para enxugar a folha de pagamento do município. Segundo ele, na atual gestão existem cerca de 500 comissionados e mais de dois mil servidores “contratados por excepcional interesse público”.
Berg disse que tomou conhecimento de que a folha foi inchada no ano eleitoral. Ele disse que dará exemplo e um dos seus primeiros atos administrativos será congelar o seu salário, o do vice-prefeito eleito (Luiz Antônio) e dos secretários municipais.
O prefeito eleito de Bayeux ainda não tem o percentual de cortes que tomará por base. A transição só deve ter início na semana que vem. Berg confirmou que recebeu um ofício do gabinete do atual prefeito, Expedito Pereira, solicitando a indicação de dois nomes para compor essa comissão.
Segundo Berg, é necessário que o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado acompanhem o processo de transição. “De forma republicana, precisamos dar a maior transparência possível a essa transição”, disse.
Ele já adiantou que o atual prefeito não pagou a metade do décimo terceiro salário e já recebeu informações de que a folha de pagamento extrapola os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo ele, 90% da população da cidade não têm acesso à rede de esgoto. Berg garantiu que vai solicitar do Governo do Estado o andamento de obras de infraestrutura do município, mesmo sabendo que o governador apoiou o atual prefeito. “A partir do dia 3, logo após as eleições, meu partido é a cidade de Bayeux”, disse o prefeito eleito.
Portal Correio