O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo estariam atuando junto ao governo dos Estados Unidos para tentar incluir a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. A movimentação ocorre após controvérsias envolvendo a atuação profissional da advogada e decisões anteriores do governo norte-americano relacionadas ao magistrado.
A informação foi publicada nesta segunda-feira (9) pelo jornalista Lauro Jardim, em coluna no jornal O Globo. Eduardo Bolsonaro e Figueiredo teriam fornecido ao Departamento de Estado dos Estados Unidos dados sobre Viviane de Moraes com o objetivo de subsidiar sua eventual inclusão na lista de sanções previstas pela legislação norte-americana.
O episódio também ocorre após um histórico recente de sanções e revisões relacionadas ao nome de Alexandre de Moraes. Em 12 de dezembro de 2025, o governo dos Estados Unidos retirou o ministro da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky.
Ao anunciar a sanção contra Alexandre de Moraes na ocasião, o Departamento do Tesouro norte-americano afirmou que o ministro teria violado a liberdade de expressão e autorizado “prisões arbitrárias”.
O órgão citou decisões relacionadas ao julgamento da “suposta” tentativa de golpe de Estado no Brasil e medidas adotadas contra empresas de redes sociais sediadas nos Estados Unidos.
Segundo o secretário do Tesouro à época, Scott Bessent, Moraes seria responsável por uma campanha opressiva de censura, por detenções arbitrárias que violariam direitos humanos e por processos considerados politizados, “inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.