O socialista afirmou que deverá escalar o presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), para conversar com Ricardo Barbosa
O líder do governo, Hervázio Bezerra (PSB), considerou ‘duras’ as palavras do deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB), que deixou a liderança do blocão, após fazer um desabafo na tribuna da Assembleia Legislativa no início da tarde desta terça-feira (15). O parlamentar garantiu que buscará reverter a decisão do colega.
” Pelo carinho e pelo respeito que tenho ao deputado Ricardo Barbosa, eu entendo como um desabafo, ele vem sofrendo golpes constantes na sua família, perdeu o irmão, como ele disse, recentemente, perdeu o pai, passou por uma cirurgia extremamente complicada, passa por um momento difícil, foram palavras duras, não temos como esconder isso, um ataque direto a alguns companheiros, mas vou trabalhar para que possamos relevar e que ele possa rever a sua postura. Ele é um deputado atuante e competente e vamos tentar reverter, mas é uma questão de foro íntimo”, disse.
O socialista afirmou que deverá escalar o presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), para conversar com Ricardo Barbosa.
“Adriano Galdino deve conversar pela relação de proximidade e irmandade que tem com o deputado Ricardo Barbosa. Nós não vamos maximizar um problema. Ao invés de procurar apagar esse fogo com etanol, nós vamos pela amizade e pelo respeito, tentar fazer com que esse problema seja minimizado”, declarou.
Ele também admitiu que a suspensão do reajuste dos servidores não é uma medida simpática, mas observou que o estado não tem condições de conceder aumento por conta das crises financeira e política que o afeta o país.
“Essa matéria foi exaustivamente debatida, ela não é uma medida simpática, mas é extremamente necessária, adotada por praticamente todos os estados da federação, principalmente, aqueles que tinham data-base. Os servidores têm conhecimento dessa crise nacional, e obviamente, os deputados”, ponderou.
Hervázio garantiu ainda que o governo irá colocar em prática a emenda do deputado estadual Anísio Maia (PT) que permite a reavaliação da proposta a cada seis meses.
“Já há uma decisão do governador e se houver uma reação positiva da receita poderemos ter até antes de seis meses. Não posso ser irresponsável, mas não tenho fé que a receita dos estados venha a reagir no período de dois, três meses. A crise ao invés de regredir aumenta e a receita principal do estado vem caindo, que é o FPE”, alegou.
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