Na Paraíba
ALPB avalia suspender sessões presenciais: “É por isso que a sociedade chama os deputados, com razão, de vagabundos”, diz parlamentar
Na abertura dos trabalhos legislativos de 2022, os deputados estaduais discutiram a possibilidade de suspender as sessões híbridas na Casa Epitácio Pessoa em virtude do aumento do contágio da Covid-19. O pedido de fechamento do Legislativo Estadual foi feito pelo Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa (SIMPOL).
O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), colocou o pedido em pauta e deve ser definida uma posição até o final deste semana. O deputado cabo Gilberto Silva (PSL) criticou a decisão.
“É inadmissível, novamente, o fechamento da Assembleia. É por isso que a sociedade chama os deputados, com razão, de vagabundos”, detonou cabo Gilberto Silva.
Deputados se manifestam – Os deputados estaduais cabo Gilberto (PSL), Wilson Filho (PTB), Camila Toscano (PSDB), Jane Panta (PP) se posicionaram contrários aos fechamento da Assembleia Legislativa por causa do aumento da contaminação por Covid-19. Jane Panta, que é médica, defende o funcionamento das sessões de forma híbrida, já que o fechamento é injustificável.
“Sou a favor das sessões de forma híbrida. Ninguém é obrigado a estar aqui de forma presencial, mas eu como deputada eleita pelo povo, tenho que vir cumprir meu papel, que é trabalhar. Não tem justificativa essa Casa fechar mais uma vez se os ônibus, os trens e o comércio estão funcionando. Ao invés de fechar, é importante colocar pontos de testagem e vacinação na Casa”, defendeu.
Camila Toscano defendeu que se mantenham as sessões de forma híbrida para dar oportunidade para quem quiser estar nas sessões de forma presencial. “Não acho correto os deputados estarem em casa depois de dois anos de pandemia. Não faz sentido a gente ficar parado, novamente, quando as pessoas estão vacinadas. Muitos deputados estão nas ruas visitando suas bases e no momento de vir a Assembleia ter medo da pandemia, é grande incoerência”, completou.