O advogado José Luís Oliveira Lima, que atua na defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, procurou a Polícia Federal (PF) afirmando que faria uma “delação séria e completa”.
Segundo informações apuradas pela coluna com fontes oficiais da PF, o advogado teria dito que Vorcaro está disposto a entregar todas as informações, sem poupar nenhum dos envolvidos.
A coluna procurou José Luís. No entanto, não houve retorno até a mais recente atualização desta matéria. O espaço segue aberto.
Cela de vidro – Preso na Penitenciária Federal em Brasília, Vorcaro está sendo mantido em uma cela com parede transparente durante o período inicial de adaptação no Sistema Penitenciário Federal.
A coluna apurou que o espaço, localizado na ala de saúde da unidade, permite o monitoramento constante do interno a partir dos corredores, já que a legislação brasileira proíbe a instalação de câmeras dentro das celas.
Na prática, a estrutura funciona como uma espécie de “cela de observação”, utilizada pelos presos que fazem tratamento de saúde ou os que precisam ficar completamente afastados dos demais.
Nos primeiros dias, Vorcaro chegou a permanecer com as luzes acesas durante a noite, como medida preventiva adotada pelos agentes para acompanhar possíveis alterações no estado emocional.
A cela, embora permita a visualização externa, não possibilita contato com outros internos. Vorcaro segue isolado, sem interação com os demais, como prevê o protocolo do sistema federal.
O empresário está na chamada fase de inclusão, etapa que pode durar cerca de 20 dias e tem como objetivo garantir adaptação às regras rígidas da unidade e impedir qualquer tipo de comunicação externa ou interna não autorizada.
No presídio, toda comunicação com os policiais penais ocorre exclusivamente por meio de requerimentos escritos, limitados a cinco por semana.
Vorcaro permanece na ala de saúde desde que chegou à penitenciária e ainda não foi transferido para outras áreas da unidade.
“Preso” A coluna também apurou que, dentro da unidade, agentes são proibidos de chamar os custodiados por apelidos ou nomes pelos quais são conhecidos publicamente. Por isso, Vorcaro não é tratado pelo sobrenome, mas apenas como “preso” ou pelo primeiro nome, Daniel.
A regra vale para todos os detentos do sistema federal, incluindo lideranças criminosas conhecidas nacionalmente. Nomes como Fernandinho Beira-Mar, por exemplo, passam a ser chamados apenas de Luís Fernando, enquanto Marcinho VP é tratado como Márcio.
Fonte: Metropoles – Mirelle Pinheiro