Política

Presidente do Sintram diz que Cartaxo usa prestadores de serviço como moeda de troca para apoio político

Alguns servidores da prefeitura denunciaram essa semana que não receberam o salário referente ao mês de janeiro, mesmo tendo trabalhado

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram), Francisco de Assis Pereira, estima que 13 mil prestadores de serviço da Prefeitura de João Pessoa foram prejudicados pelo decreto do prefeito Luciano Cartaxo. “13 mil pais de família estão em jogo para o prefeito ter apoio político”, denunciou Francisco de Assis.

Alguns servidores da prefeitura denunciaram essa semana que não receberam o salário referente ao mês de janeiro, mesmo tendo trabalhado. Para completar, o presidente do Sintram ainda revelou que alguns prestadores de serviço que não era deviam receber salário, receberam e outros que deviam receber, ainda estão sem seus pagamentos.

“Prestadores de serviço da educação no mês de janeiro receberam seus rendimentos, coisa que nunca tinha acontecido na prefeitura”, já que “não trabalharam nem renovaram o contrato ainda”, explica Francisco de Assis.

De acordo com o presidente, o sindicato procurou a Secretaria de Administração em busca de explicações, mas não foram recebidos. Ele também relata que “fomos procurar o prefeito e ele estava viajando para o interior”. Apesar dessas recusas iniciais, Francisco de Assis afirmou que vai continuar procurando diálogo com a prefeitura e uma audiência com o prefeito Cartaxo para resolver o problema. Caso não haja resposta positiva, o Fórum das Entidades Sindicais pretende “acionar o Ministério Público para tomar providências sobre o assunto”, segundo o presidente do Sintram.

Francisco de Assis afirma que as nomeações para prestadores de serviço acontecem como moeda de troca para apoio político, o que ele considera “inconstitucional, absurdo, não podemos admitir isso”. Ele ainda revelou que “alguns vereadores estão insatisfeitos com o prefeito porque não está atendendo, não estão renovando os contratos”. De acordo com ele, o ideal é que as contratações aconteçam somente mediante aprovações em concurso público.

Este modelo de contratação por indicação política, segundo o presidente do Sintram, “está prejudicando os efetivos, que não estão tendo reajuste a mais de três anos, não está tendo valorização”.

O Fórum das Entidades Sindicais, que é formado por mais de 10 entidades de classe pretendem conversar com Luciano Cartaxo, e pedir que ele pare com este tipo de contratação. Ainda não foi marcada audiência entre o prefeito e os representantes dos servidores. Francisco de Assis reclama que não está acontecendo diálogo algum com as entidades de classe.

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