Política

Movimentado no STF inquérito que investiga “dinheiro voador”

O processo tem como relatora a ministra Rosa Weber, que no dia 3 de dezembro de 2012 pediu providências ao juiz Sergio Moro, o mesmo que hoje conduz a Lava Jato.

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Ocorrido em 2006, ou seja, há mais de uma década, o caso do dinheiro voador, também conhecido como Caso Concorde, que investiga o senador paraibano Cássio Cunha Lima, do PSDB, apresentou uma movimentação ontem, segunda-feira (05), no Supremo Tribunal Federal.

O processo tem como relatora a ministra Rosa Weber, que no dia 3 de dezembro de 2012 pediu providências ao juiz Sergio Moro, o mesmo que hoje conduz a Lava Jato.

A Operação Concorde, da Polícia Federal, apurou esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral do PSDB da Paraíba em 2006.

A operação se tornou lendária em João Pessoa (PB), porque literalmente choveu dinheiro na capital paraibana. Para não ser pego em flagrante pela PF, um operador da política local teria jogado R$ 400 mil do alto do edifício Concorde, o que deu nome ao caso.


Em 2015 o presidente do PT da Paraíba, Charliton Machado, encaminhou ao STF um pedido para dar celeridade ao processo. A atitude do petista obteve repercussão nacional, já que mostrou que o processo estava na gaveta do Juiz Sérgio Moro há algum tempo, e não tinha movimentação alguma.

Relembre

Presidente do PT da Paraíba pede celeridade ao STF para que o Escândalo do Dinheiro Voador não caia no esquecimento

O presidente do PT da Paraíba, Charliton Machado, protocolou nesta terça-feira (14/07/2015) um pedido formal a Procuradoria Geral da República pedindo celeridade do Supremo Tribunal Federal (STF) na análise do inquérito que investiga o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) por desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral de 2006 e compra de votos.

Machado disse em entrevista à “TV Master” que tomou essa iniciativa para evitar que o inquérito contra o senador paraibano caia no esquecimento, assim como ocorreu com o caso do ‘Mensalão Mineiro’, esquema de lavagem de dinheiro, que ocorreu na campanha para a reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais, em 1998.

O processo, parado há mais de dois anos, é investigado pelo juiz Sérgio Moro, o mesmo responsável pela Operação Lava Jato. O caso conhecido como “Escândalo do Dinheiro Voador” ou Caso Concord ganhou repercussão após uma operação de fiscais da Justiça Eleitoral da Paraíba e da Polícia Federal terem provocado uma chuva de dinheiro em João Pessoa.

O empresário Olavo Lira, conhecido como Olavinho, para não ser pego em flagrante pelos agentes federais, teria jogado R$ 400 mil do alto do edifício Concord, na capital paraibana. Foi encontrada, também, uma caixa contendo várias contas de água e energia elétrica quitadas, títulos eleitorais, camisetas amarelas, além de vários maços de cédulas de R$ 50,00, totalizando R$ 304 mil.

No fim de 2012, a ministra Rosa Weber decretou a quebra do sigilo bancário do senador Cássio Cunha Lima e do empresário Olavinho. Segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras do MPF, eles teriam realizado várias movimentações financeiras tidas como atípicas naquele ano.

PB Agora

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