A denúncia aponta, ainda, possível ocorrência de censura às comunicações postais na edilidade e impedimento à atuação de agentes fiscais do Procon, Vigilância Sanitária e CREA.
Um inquérito civil público foi aberto pelo Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) para apurar supostos desvios de verbas em programas federais, para pagamento de servidores fantasmas por parte da Prefeitura de Campina Grande na gestão do prefeito Romero Rodrigues (PSDB).
O inquérito civil: 1.24.001.000192/2015-41 aponta diversas irregularidades envolvendo possíveis desvios de verbas dos programas Bolsa Escola; Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida para pagamento de cerca de 30 funcionários “fantasmas”, além de privilégios ilegais mantidos em favor dos vereadores da base aliada ao prefeito, como o direito de conceder empregos e benefícios sociais a seus eleitores.
A denúncia aponta, ainda, possível ocorrência de censura às comunicações postais na edilidade e impedimento à atuação de agentes fiscais do Procon, Vigilância Sanitária e CREA.
A denúncia se tornou um inquérito no dia 5 de outubro e publicada no Diário Oficial no sábado (8). De acordo com a Portaria da procuradora da República, Acácia Soares Peixoto, os possíveis desvios seriam nos programas Bolsa Família e ‘Minha Casa, Minha Vida’. O dinheiro seria convertido para pagamento de salários de supostos funcionários fantasmas contratados pela gestão do prefeito Romero Rodrigues, desde 2013.
Segundo o procurador-geral do Município, José Fernandes Mariz, a denúncia é infundada e a prefeitura está de portas abertas para ajudar na investigação. A investigação tem como base uma Representação enviada por Joaquim Alves da Silva, servidor da prefeitura municipal de Campina Grande, datada de 17/04/2015.
Redação com MPF
