Advogado Rodrigo Farias defendeu que a gestão de Cartaxo priorizou a realização de concurso público, o controle de gastos e está dentro da legalidade.
O advogado da coligação ‘Força da União por João Pessoa’, Rodrigo Farias, informou que a assessoria jurídica do candidato Luciano Cartaxo (PSD), que disputa a reeleição de prefeito, ainda não foi notificação sobre a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).
“Não fomos notificados. Ainda não temos ciência do teor dela, mas estamos absolutamente tranquilo que perante a justiça vamos apresentar os esclarecimentos necessários nesse tema específica”, disse.
A ação pede a inelegibilidade de Cartaxo e também do candidato a vice-prefeito Manoel Júnior (PMDB). De acordo com o promotor de Justiça João Geraldo Carneiro Barbosa, da 77ª Zona Eleitoral, Cartaxo aproveitou-se de sua influência política e de sua autoridade como prefeito da capital paraibana para praticar condutas que violaram o princípio da isonomia no processo eleitoral em prol de sua candidatura e da candidatura de seu vice.
Dentre as condutas elencadas estão o aumento de despesas com servidores contratados temporariamente. A Promotoria constatou que o índice de contratados sem concurso em detrimento do total de servidores também só aumentou entre janeiro e março de 2015, passando dos 50% e que os gastos efetivados com esse pessoal, entre 2012 e 2014, passou de R$ 208,5 milhões para R$ 279,5 milhões.
O advogado Rodrigo Farias afirmou que não pode tratar sobre o teor da ação, já que a coligação ainda não foi notificada, mas alegou que a gestão de Cartaxo priorizou a realização de concurso público, o controle de gastos e está dentro da legalidade.
“Nessa temática, nós traremos pontos da gestão de Luciano [Cartaxo] que são públicos, como a priorização do concurso público. É uma gestão pautada pelo controle de gastos, com redução de gratificações, corte de pessoal, ajuste da máquina administrativa e extremo rigor no cumprimento da legislação eleitoral. Isso é uma conduta de Luciano não de ontem, é uma conduta de toda sua gestão”, defendeu.
