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Autora de carta com denúncia contra Dom Aldo é inocentada

Ele julgou improcedente a ação movida pelo atual arcebispo emérito da Paraíba.

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Foi absolvida da acusação de calúnia e difamação a cuidadora de idosos Mariana José Araújo da Silva, responsável pela redação de uma carta enviada ao Vaticano com denúncia de supostos relacionamentos homossexuais entre o ex-arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto e rapazes que frequentavam a Arquidiocese da Paraíba. A decisão foi publicada ontem e veio do juiz Hermance Gomes Pereira, da Câmara Criminal de João Pessoa. Ele julgou improcedente a ação movida pelo atual arcebispo emérito da Paraíba.
“A justiça apareceu. Nosso argumento era um só e foi acolhido pela Justiça de que o fato discutido na carta tem um laço probatório. Conseguimos juntar no processo vários outros elementos de prova que mostram que ela não inventou o assunto, como chegaram a dizer. E que também não foi uma atitude para injuriar, mas com o intuito de realizar uma denúncia sigilosa na Igreja Católica. Os fatos tanto eram verdade que o arcebispo teve que renunciar. Foi algo fundamentado”, disse o advogado Iarley Maia ao ParlamentoPB.
O magistrado, ao analisar os autos, disse que a acusação não conseguiu comprovar o “dolo, a intenção deliberada, livre e consciente de atacar a honra subjetiva da vítima, no caso da injúria ou a honra objetiva, reputação, em caso de difamação”. Hermance Pereira explicou que a denúncia se restringe “a publicação em blogs de uma carta subscrita pela querelada (Mariana) onde são pedidas providências, em razão de suposto assédio sexual praticado pelo querelante (dom Aldo) e vários sacerdotes, contra homens e rapazes, até menores de idade, em locais diversos e até mesmo nas dependências de prédios da arquidiocese”.

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