Tucano enfatizou que houve muita discussão interna entre os membros dos diretórios municipal e estadual, mas que a aliança que foi construída “tem tudo para ser mais pra frente”
O PSDB paraibano está unido em torno do projeto de reeleição do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Durante uma coletiva realizada nesta terça-feira (26), o presidente estadual da legenda, Ruy Carneiro, enfatizou que houve muita discussão interna entre os membros dos diretórios municipal e estadual, mas que a aliança que foi construída “tem tudo para ser de agora, de 2018, e ainda mais pra frente”. O evento, contudo, não contou com a presença do senador Cássio Cunha Lima.
“Ouvimos o diretório estadual e o diretório municipal, o PSC, e o prefeito candidato à reeleição. Analisamos o que ele tem feito e o que se propõe a fazer e me chama atenção, de forma positiva, o diálogo para formar soluções em conjunto”, avaliou o tucano. Ele ainda acrescentou que a intenção é seguir com esses entendimentos pelas próximas eleições, mas pontuou que o cenário político é mutável. “Aliança é como casamento: quando se começa tem a melhor das intenções. De nossa parte é por muito tempo, mas vai depender da convivência dos partidos”.
Sobre as conversas para o vice na chapa do atual gestor, Ruy afirmou que o tema não é prioridade para a legenda, que seu nome não está à disposição e que a indicação será endossada pelo conjunto formado entre os partidos aliados. “A questão do vice será construída pelo grupo. Nosso objetivo, junto com o prefeito e os partidos, é contribuir com o desenvolvimento da cidade de João Pessoa. Não é uma escolha do PSDB”. Ele ainda enalteceu o gesto do deputado Manoel Júnior (PMDB) que retirou sua pré-candidatura e pode fazer a indicação para a composição da chapa e disse que foi um dos que mais trabalhou para o apoio do peemedebista a Luciano Cartaxo.
O dirigente também minimizou os rumores de que o PMDB poderia entrar em colisão por supostos desentendimentos entre seus membros em torno do apoio nas eleições em João Pessoa. “Eu não tenho visto esta indefinição. Quem apostou nisso (de uma interferência da estadual na decisão municipal) é que vai quebrar a cara”. Ruy salientou ainda que a composição da majoritária não interfere na proporcional e que as coligações serão trabalhadas de forma confortável para todos os partidos.
