Política

Lira diz ser “imprevisível” mudança de votos no Senado após gravações que derrubaram ministro de Temer

Ele explicou que a convocação do Congresso Nacional para votar a nova meta fiscal, logo mais às 11, provocou o adiamento da reunião da Comissão do Impeachment

Raimundo-Lira

O senador Raimundo Lira, que preside a Comissão Processante do Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), acredita que as gravações que provocaram a exoneração do senador Romero Jucá (PMDB) do Ministério do Planejamento não afetará o processo. Ele informou que os trabalhos da Comissão foram adiados para esta quarta-feira (25) e disse ser “imprevisível” o resultado da votação no Senado.

“Esse fato deverá, no início dos trabalhos da Comissão Processante do Impeachment, entrar no discurso, mas eu tenho a expectativa de que não vai atrapalhar o andamento dos trabalhos da Comissão”, disse.

Ele explicou que a convocação do Congresso Nacional para votar a nova meta fiscal, logo mais às 11h, provocou o adiamento da reunião da Comissão do Impeachment.

“Em face da reunião do Congresso Nacional, que estava prevista para as 16h de hoje e foi antecipada para 11h, nós mudamos o calendário da Comissão do Impeachment, que deveria acontecer hoje, vai começar amanhã, às 11h”, justificou.

Ele não soube precisar se as gravações envolvendo Romero Jucá provocarão mudanças nos votos dos senadores sobre o processo de afastamento de Dilma.

“É imprevisível. Esse processo é político e judicial, portanto, quando tem política é um ingrediente que tem imprevisibilidade em qualquer circunstância”, falou.

Lira destacou o papel de Romero Jucá no Senado Federal e acredita que o colega de partido irá auxiliar os trabalhos na Casa.

“Jucá é um senador extremamente bem relacionado na Casa, competente, conhece profundamente todo o funcionamento da Casa e acredito que a volta dele ao Senado vai ajudar na coordenação dos trabalhos do Senado Federal”, finalizou.

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