Política

CMJP: líderes da bancada de situação e oposição entram em rota de colisão após justiça desarquivar CPI da Lagoa

O presidente, o vereador Durval Ferreira (PP) não aceitou a instalação, mas a oposição entrou na justiça e conseguiu sua instalação. A decisão deve ser entregue a Durval nesta quinta-feira (12)

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Os ânimos na Câmara Municipal de João Pessoa começaram a se agitar com a reviravolta no caso da implantação da CPI- Comissão Parlamentar de Inquérito na Casa. O presidente, o vereador Durval Ferreira (PP) não aceitou a instalação, mas a oposição entrou na justiça e conseguiu sua instalação. A decisão deve ser entregue a Durval nesta quinta-feira (12).

O líder da oposição Renato Martins (PSB) comemorou a decisão e disse que a justiça foi feita e agora cabe aos membros da Câmara cumprir sua obrigação de fiscalizar e defender a sociedade.

“A justiça fez valer a obrigação da Câmara de fiscalizar e defender a sociedade. Tomou a medida firme deixando claro o efeito imediato. A Casa, na parte que lhe cabe, vai encontrar os culpados e contribuir na devolução desse dinheiro para a cidade. Essa é uma questão central.

Já o líder do Governo do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), o vereador Marco Antônio (PPS) disse que a decisão da justiça será cumprida e avisou que a gestão não tem medo de investigação. E lembrou, o que para ele, é uma causa política e eleitoral a instalação desta CPI neste momento, às vésperas das eleições.

“Não vi o teor da decisão, mas o presidente da Casa vai tomar as providências cabíveis. O tramite legal depende dele e posteriormente vamos fazer a nossa parte. A gente tem falado que não tememos qualquer investigação a CPI que tem por objetivo político e eleitoral. Se existissem questões para serem debatidas já deveriam ter sido feitas anteriormente, mas mesmo assim eles já fizeram quando trouxemos à Casa os mebros envolvidos na obra da Lagoa. Mas isso é natural, faria isso se fosse oposição. Diante do ineditismo da obra, da importância e da iminência da entrega da obra da Lagoa, eles tentam inventar alguma coisa. A medida da justiça tem que ser cumprida e o direito ao contraditório deve ser garantido e exercido. Mas lembro que não é a decisão da justiça que é política e eleitoral e sim dos oposicionistas. Devemos ter serenidade para que nenhum poder interfira no outro. Eu respeito os poderes e exigimos respeito também”, finalizou o governista do PPS.


PB Agora


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