Política

Couto lamenta impeachment e diz que Brasil viveu ontem último dia da democracia

O petista disse que foi um dia triste para a democracia do país e que a aprovação do afastamento de Dilma Rousseff foi o ponto alto do golpe que começou em dezembro com a apresentação do pedido de afastamento da presidenta, eleita com 54 milhões de votos dos brasileiros e brasileiras

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O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) lamentou o acolhimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pelo Senado. O petista disse que foi um dia triste para a democracia do país e que a aprovação do afastamento de Dilma Rousseff foi o ponto alto do golpe que começou em dezembro com a apresentação do pedido de afastamento da presidenta, eleita com 54 milhões de votos dos brasileiros e brasileiras.

“Esses meses têm sido de muitas perdas para nosso jovem processo democrático. O golpe mudou de cara. Agora, usa uma embalagem de legalidade, cumpre burocraticamente os ritos formais, mas ignora por completo uma premissa básica: Dilma não cometeu crime. Mesmo assim, será retirada do Palácio do Planalto. Ontem, portanto, senhoras e senhores deputados, foi o último dia da nossa democracia.”

O parlamentar explicou que a partir de agora, o brasileiro não terá mais a mesma vontade de ir às urnas. “Seu direito de escolha expresso no voto terá perdido grande parte do valor e do sentido. Se o presidente ou a presidenta que serão eleitos num futuro próximo, não se renderem aos setores conservadores e às elites representadas em sua maioria no Congresso, o fim será o mesmo de Dilma. A presidenta que corre o risco de perder o mandato porque não aceitou a chantagem de Eduardo Cunha”, resumiu.
Para Luiz Couto, a democracia do Brasil precisa ser fortalecida e não atacada. Portanto, ele enfatizou que a esperança reside no povo. “A população já foi ás ruas demonstrar que não apoia os golpistas, que rejeita a ameaça aos direitos, que não vai tolerar a repressão aos movimentos sociais, sindicais e de minorias, que vai dar a resposta com seus protestos, com suas mobilizações, com sua voz, que não pode ser calada.“O povo não se renderá ao golpe. Ao contrário, vai perceber cada vez com mais clareza o que representou de avanço a chegada do PT à Presidência da República. O poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido. Assim, um governo ilegítimo do temeroso Michel Temer vai enfrentar o que há de mais forte nesse país: o povo”.

Finalmente, Luiz Couto prometeu seguir vigilante em defesa da democracia e do estado democrático de direito, apesar do golpe. “A presidente Dilma Rousseff está sendo atacada porque não se curvou à corrupção e nem aos conchavos. Dilma é uma guerreira e sairá desse processo de cabeça erguida. Aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, a minha mensagem de esperança. Estaremos juntos lutando pelo bem desse país e para retomarmos o caminho da democracia, da liberdade, da igualdade e do respeito ao estado democrático de direito. Não vamos esmorecer.O julgamento de Dilma foi político. E dessa política que privilegia a corrupção e preserva os golpistas, não faremos parte. Eu, o PT e o povo brasileiro estaremos na resistência. Vigilantes. O Brasil provará que é maior do que qualquer golpe”.

 

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