Política

Veja justificativas dos paraibanos para aprovar pedido de impeachment

As justificativas foram as mais diversas, união, coerência, mudança, entre outras

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O portal traz na íntegra a justificativa de cada parlamentar paraibano sobre o voto no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Apenas três deputados votaram contra.

Os outros nove foram favoráveis ao pedido de impeachment, que agora segue para apreciação do Senado Federal. Os parlamentares foram chamados para discursas em ordem alfabética.

As justificativas foram as mais diversas, união, coerência, mudança, entre outras.

A surpresa ficou por conta de Wellington Roberto, do PR. Ele que era tido como um dos que integravam a tropa de choque de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) não apenas votou contra, como também sugeriu novas eleições.

Veja o discurso de cada um. 

Aguinaldo Ribeiro (PP): “Hoje não é um dia de homenagem, não é um dia de celebração, é um dia de lamento, e nós todos temos que ter a responsabilidade, todas as forças políticas que aqui estão, de, a partir de amanhã, termos a responsabilidade com o futuro do país. Eu respeitei democraticamente, como líder do meu partido, a maioria absoluta que fechou questão. Eu sou líder da maioria, não sou líder da minoria. E por isso sigo meu partido pela admissibilidade desse processo”.

O voto de Aguinaldo Ribeiro acumulou o 329º voto.

Benjamin Maranhão (SD): “O meu voto está fundamentado no relatório que foi aprovado na Comissão Especial. O relatório que aponta crime de responsabilidade da presidente Dilma Rousseff. Ela feriu o artigo 85 da Constituição. Ela atentou contra a Constituição, contra a Lei Orçamentária. Ela editou créditos sem a autorização na ordem de R$ 90 bilhões. Isso é crime. Ela fez empréstimos em bancos públicos que são proibidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e isso também é crime de responsabilidade e improbidade administrativa. Ela participou da compra fraudulenta de pasadina. Ela é ladra. O dinheiro de pasadina foi parar na conta de João Santana. Ela responderá por esses atos. Hoje o julgamento é político, no crime de responsabilidade, mas depois ela vai responder criminalmente. Ela vai responder sim na justiça. E pela Paraíba, pela tradição de luta e coragem do nosso povo, pelo meu partido Solidariedade, que lutou incansavelmente até esse dia de hoje, eu vou votar sim, pela grandeza do nosso povo e pelo Brasil”.

O voto de Benjamin Maranhão foi o 330º.

Damião Feliciano (PDT):“Senhor presidente, senhores e senhoras deputados, primeiro eu rogo a Deus que ilumine os caminhos da Paraíba e os caminhos do Brasil. Pelo estado democrático de direito, seguindo meu partido o PDT, eu voto não”.

O voto de Feliciano foi o 124º contrário ao pedido de impeachment.

Efraim Filho (DEM): “Senhor presidente, com a coerência de quem sempre fez oposição ao PT, apontando os seus erros, os seus equívocos, e as suas mentiras, apontando os crimes de responsabilidade que causaram um rombo no orçamento, e essa farra com o dinheiro público, quem paga a conta é o cidadão. As empresas estão fechando, os pais de família desempregados. Nos fundos de pensão roubaram o dinheiro dos aposentados. Então senhor presidente, o remédio para um governo irresponsável está previsto na Constituição e é o impeachment, realizado pelo Congresso, fiscalizado pelo Supremo e é por isso que pelo amor a minha Paraíba e pela minha família, meu voto é sim”.

O voto do Efraim contabilizou o 331º voto favorável ao impeachment.

Hugo Motta (PMDB): “Senhor presidente, com orgulho de representar nesta Casa o povo da Paraíba, convicto ainda mais da necessidade de uma união nacional depois desse processo, para que o Brasil retome o seu crescimento e o seu desenvolvimento, eu voto sim”.

O voto de Motta foi o 332º e criou uma expectativa. A partir daí o plenário iniciou uma contagem regressiva, já que faltavam apenas dez votos para que o pedido fosse aprovado.

Luiz Couto (PT): “Este ato é um ato ilegítimo. É um golpe. É um estrupo contra a democracia. Esse aí que deveria sair daí, esse que está presidindo. Nós vamos reagir, a população vai reagir contra esse golpe, contra os traíras e os golpistas. Parece que a turma da corrupção está aumentando. Por isso, em nome da democracia, em nome dos trabalhadores é que vamos reagir. Por isso votamos não a esse golpe”.

O voto do petista acumulou 124 votos contrários.

Manoel Júnior (PMDB): “Senhor presidente, ecoa nesta Casa o clamor das ruas. A nação exige mudança. A nação terá mudança contra a corrupção. Por mais qualidade na saúde, na educação, na segurança do país. Pela honra dos meus eleitores lá da Paraíba, pelos meus companheiros médicos e da área da saúde. Pelos meus conterrâneos de Pedra de Fogo e da minha querida João Pessoa, pela Paraíba e pelo Brasil eu voto sim”.

Com o voto de Manoel Júnior ficaram faltando apenas nove votos para que o placar fosse alcançado.

Em verso, o tucano Pedro Cunha Lima engrossou a lista dos favoráveis ao pedido de impeachment. “Na exigência do respeito, que carrego por efeito, na confiança em mim, voto pela mudança, no compasso da esperança, vamos frente com a força, voto sim”.

O voto de Cunha Lima foi o 334º.

Rômulo Gouveia (PSD): “Senhor presidente, para chegar a esta Casa pedimos a confiança da população. No meu estado, na Paraíba, na minha querida Campina Grande, a população inteira pede mudança. A população não aceita esse modelo administrativo implantado no país. A minha população através dos vários segmentos da sociedade fizeram com que decidissem nesse instante o futuro do Brasil, que precisa de todos. Precisamos de nos unir, somar, um governo de coalisão para o futuro desse país. É por isso que em 1952 um jovem vereador em Campina Grande, Félix Araújo, foi assassinado porque combatia a corrupção e o que nós estamos votando hoje é o fim da corrupção. Por isso, em nome da Paraíba, em nome de Campina Grande eu voto sim senhor presidente”.

O voto de Rômulo acumulou 335 votos pró impeachment.

Veneziano Vital (PMDB): “Senhor presidente, senhoras e senhores parlamentares, com equilíbrio e com moderação como esse momento que é paroxístico para o país e para todos nós, nos exige, com responsabilidade jurídica e consciência política, dos nossos votos, a minha posição é favorável pelo prosseguimento do processo de impedimento da presidente Dilma”. Nessa hora vários deputados gritavam em coro que só faltavam seis votos. Veneziano anunciou o 336 voto favorável.

Wellington Roberto (PR): “Senhor presidente, senhoras deputadas, senhores deputados, pela democracia, pelo Brasil, pela nossa Paraíba e sabendo que o impeachment não vai resolver os problemas do nosso país, e defendendo novas eleições, eu voto não senhor presidente”. O voto do paraibano foi o 126º contrário ao impeachment”.

Ultimo a votar pela bancada da Paraíba, Wilson Filho também votou favorável ao impeachment, acompanhando a maioria da bancada.

“Senhor presidente, deputados e deputadas do Brasil, tenho orgulho de nesse momento histórico representar o meu estado, a Paraíba. Em nome de João Pessoa, em nome de todo o estado, eu decidi olhar para o futuro, apostar na boa politica e na renovação da esperança do brasileiro. As pedaladas fiscais aconteceram e nós estamos no momento certo de mudar o Brasil. Está na hora de mudar o Brasil. Eu voto sim”;



PB Agora 

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