Estela defendeu ainda que o processo jurídico se dê com imparcialidade, caso contrário o Brasil pode perder conquistas que foram dolorosas para alcançar a democracia
Mesmo com seu partido no âmbito nacional batendo de frente com o governo do PT, a deputada estadual Estela Bezerra, do PSB da Paraíba, assim como o governador Ricardo Coutinho (PSB), saiu em defesa do estado democrático de direito e lamentou a tentativa de “golpe” no Governo Federal.
Na Paraíba, a socialista foi mais além e questionou a lisura e idoneidade do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que tenta dar celeridade ao processo de impeachment contra presidente Dilma, enquanto sobre ela pesam indícios de várias irregularidades, inclusive com desvio de dinheiro público e contas no exterior.
“O Brasil precisa combater a corrupção em todos os níveis. Quando você pensa que vai retirar a presidente do Brasil por conta de processos de corrupção que estão sendo investigados, quando sobre ela não tem nenhum indicio, não se tem nada concreto contra ela e ao mesmo tempo você tem um presidente da Câmara que tem indícios, que tem contas internacionais com desvio de dinheiro publico e esse processo não anda igualmente, você tem ex-presidentes que atuaram com a mesma forma e não existem processos contra eles, percebemos que existe uma seletividade na justiça. O país está tomando uma decisão perigosa”, desabafou a parlamentar.
Estela defendeu ainda que o processo jurídico se dê com imparcialidade, caso contrário o Brasil pode perder conquistas que foram dolorosas para alcançar – a democracia.
“Não podemos fazer com que o país que começou a se consolidar nos processos democráticos seja atacado. A nossa constituição não pode ser atingida em favor de um grupo que precisa da justiça porque não consegue vencer uma eleição”, ressaltou.
FACISMO?
A deputada alertou ainda para o fato de, durante as manifestações contra a presidente Dilma, uma parte de a sociedade defender bandeiras perigosas, como o preconceito e o facismo.
Uma parte da elite que foi ás ruas com bandeira perigosa. Foram placas e painéis dizendo que odeia a presidente, que quem elegeu a presidente não lê jornal, se limpa com jornal, isso é preconceito, vi o facismo, saudações a Hittler, vi também a elite dizendo que com os direitos trabalhistas ninguém tinha mais empregado em casa, e isso não é a característica do povo brasileiro. Eu não admito golpe, nós não podemos perder o estado democrático de direito. Estou indo as ruas para defender a democracia e que se respeitem as regras do jogo”, destacou.
PB Agora
