Deputados opinam sobre os rumos do país com a participação do ex-presidente Lula comandando a Casa Civil no governo de Dilma Rousseff
A decisão do ex-presidente Lula (PT) de aceitar assumir a Casa Civil no governo de Dilma Rousseff (PT) foi alvo de críticas de parlamentares na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Enquanto o deputado Anísio Maia (PT) comemorou o retorno do maior líder do Partido dos Trabalhadores ao Governo Federal , os parlamentares tucanos, Tovar Correia Lima e Bruno Cunha Lima, criticaram e afirmaram que apesar do poder de articulação do ex-presidente, a crise deverá aumentar ainda mais no país.
De acordo com Anísio Maia, o ex-presidente irá contribuir com Dilma Rousseff na articulação com a base para garantir a governabilidade. “O ex-presidente Lula com a sua grande experiência, com seu respaldo político, inclusive aumentado depois que a perseguição à sua pessoa ficou muito clara, vai ajudar muito o governo. Vai articular melhor a base no Congresso Nacional para que possamos sair mais rapidamente da Crise e para que possamos enfrentar a oposição com a sabedoria dele e evitar que a oposição continue complicando ainda mais o cenário econômico do Brasil”, declarou.
O petista ainda afirmou que compreende o posicionamento da oposição, que agora está criticando a ida de Lula para a Casa Civil. “Cabe à oposição colocar sempre gosto ruim, é normal, é papel da oposição. Tudo que a gente fizer vai ser criticado pela oposição. Se Lula ficar fora vão dizer que tá com medo e se entrar vão dizer que também tá com medo. Então não cabe estar analisando o ponto de vista da oposição, cabe analisar o nosso, para o Brasil superar a crise, é muito importante a presença de Lula neste cargo que ele está de articulador político, porque todo mundo sabe que é inegável a sua experiência, seu trânsito, sua popularidade e seu respaldo para negociar de igual para igual no Congresso Federal”, disse.
Já o deputado do PSDB, Tocar Correia Lima disse que a decisão de Lula é como um “tapa na cara da sociedade”. “Diante de um escândalo como esse, você assumir um ministério para fugir da justiça é meio que uma tapa na cara da grande maioria dos brasileiros que estão cansados desta política. E Lula tenta instituir uma república diferenciada, tenta o terceiro mandato dele próprio, como se aqui fosse o parlamentarismo e ele o primeiro ministro. Infelizmente é triste, uma parte negra da nossa história”, afirmou.
Seu companheiro de partido e de bancada, Bruno Cunha Lima conta que esta nova situação é temerosa no cenário de crise política e econômica. “É um absurdo uma das pessoas que é alvo de um dos maiores processos de investigação do país, não só da lava jato, mas da venda de medidas provisórias, enriquecimento ilícito, crimes contra o patrimônio público se tornar ministro. Se jogar o código penal para cima, na página que abrir, o ex-presidente Lula pode ser indiciado. Então é temeroso, basta ver como o mercado reage. Quem topa uma coisa dessa topa infelizmente parece que topa fazer tudo”, disse.
Blog do Gordinho
