Política

PSOL critica Governo e vê opção de presidente “pelas mesmas saídas conservadoras”

Segundo o secretário-geral do PSOL, Fabiano Galdino, diante da crise econômica e pressionada pela fragilidade da crise política, impulsionada pelas denúncias de corrupção e fortes apurações dessas denúncias pela Operação Lava Jato

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O secretário-geral do PSOL de João Pessoa e ex-presidente estadual da sigla, Fabiano Galdino, destacou hoje um documento nacional do partido que analisa a crise econômica e política no país. Assinado pela Executiva Nacional do PSOL, no mês passado, o documento “Fortalecer a luta dos trabalhadores contra o ajuste fiscal de Dilma e por uma saída à esquerda para a crise”, traz duras críticas ao Governo Dilma e compreende uma conjuntura marcada pelo crescimento de setores politicamente conservadores no Congresso Nacional. “De 2015 para cá, assistimos o caminhar lado a lado do cenário econômico e da crise política, com consequências sociais graves para a população brasileira”, comentou Fabiano Galdino.

Segundo Fabiano Galdino, diante da crise econômica e pressionada pela fragilidade da crise política, impulsionada pelas denúncias de corrupção e fortes apurações dessas denúncias pela Operação Lava Jato, da PF, o governo Dilma se dispôs a implementar o programa das elites econômicas, com duro ajuste fiscal recessivo. “Na análise que faz do atual momento brasileiro, o PSOL apontou uma movimentação e o avanço do que classifica como agenda conservadora da direita, ao declarar que os diversos setores da direita avançaram – por dentro e por fora do governo – com a apresentação de uma agenda conservadora que deu o tom do debate político e da opinião pública”, enfatizou, com base no documento.

No documento, o PSOL ainda busca analisar o comportamento do governo federal na atual conjuntura de “retomada de movimentações em torno da derrubada de Dilma e do governo, com a tramitação do impeachment e o processo movido pelo PSDB de cassação da chapa eleita no TSE” e verifica que a postura da presidente Dilma é de promoção de “novas – e cada vez mais duras – investidas do governo para viabilizar seu ajuste fiscal”. O PSOL ainda criticou o comportamento do Governo Dilma, que favoreceu “uma opção política pela recessão em conformação com os interesses das elites” e teve como característica essencial “um fracasso no combate à crise, com efeitos devastadores sobre os trabalhadores e os mais pobres.”

O documento “Fortalecer a luta dos trabalhadores contra o ajuste fiscal de Dilma e por uma saída à esquerda para a crise” reforça a crítica de que o governo Dilma tenha fechado 2015 com um rombo de R$ 114,9 bilhões nas contas públicas, o pior resultado desde 1997. Para o partido, o surgimento de, até agora, cerca de dois milhões de novos desempregados é outra realidade negativa do governo do PT no plano federal. “A indústria segue em franca desaceleração, com grande queda em sua capacidade de utilização – 62%, a menor da série histórica”, observa o documento.

Noutra passagem, conforme destacou o dirigente do PSOL, o documento aprovado pela Executiva Nacional do partido afirma que “o governo Dilma opta pelas saídas conservadoras de sempre, minando a um só tempo a capacidade de retomada do investimento produtivo e a preservação das conquistas econômicas que os trabalhadores obtiveram nos anos de expansão do capitalismo brasileiro”.

“Uma nova reforma da previdência, que teria como objetivo, supostamente, promover ajustes no sistema previdenciário com vistas a superar o “rombo” entre receitas e despesas compõe a pretensão de maldade do Governo Dilma”, afirmou o ex-presidente estadual do PSOL, Fabiano Galdino.

Assessoria 

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