Política

Prefeito do Curimataú faz doações em área onde existe ‘lixão’ e preocupa moradores

O prefeito Edmilson Gomes de Souza (PSDB), conseguiu a aprovação de um projeto de lei que autoriza a doação de áreas públicas do município para pessoas físicas, ou seja, o terreno pode ser de quem quiser desde que seja escolhido pela Prefeitura

Edmilson-Gomes-de-Souza-cacimba

A Prefeitura de Cacimba de Dentro, município localizado no Curimatáu paraibano, está fazendo uma verdadeira farra com as áreas públicas da cidade, chegando até a fazer doações de terrenos para populares num local onde existia um lixão.

Informações dão conta, que o prefeito Edmilson Gomes de Souza (PSDB), com apoio da maioria de vereadores da Câmara Municipal, conseguiu a aprovação de um projeto de lei que autoriza a doação de áreas públicas do município para pessoas físicas, ou seja, o terreno pode ser de quem quiser desde que seja escolhido pela Prefeitura. O fato já chegou ao conhecimento do Ministério Público e órgãos fiscalizadores.

Segundo informações exclusivas do Diário do Brejo, mais de duzentos terrenos situados em áreas sem nenhuma condição para habitação e sem a presença qualquer obra de infraestrutura e de saneamento básico já foram doados.

Muitos destes locais estão em área de risco, como as situadas na região do antigo lixão da cidade onde a área é contaminada, colocando a vida das pessoas em risco, sem nenhuma condição para ser habitada. A população que se diz beneficiada, já iniciou diversas construções na área, sendo demarcados diversos lotes.

O comportamento do prefeito que governa com mão de ferro o município há mais de trinta anos, tem causado estranheza em quem analisa o caso. Até meses atrás, nenhuma área tinha serventia para os populares, e agora, somente com a aproximação do período eleitoral, estão sendo doados de forma desordenada e comprometendo o desenvolvimento da cidade nos próximos anos.

Um morador, que não quis se identificar, contou à reportagem que um dos terrenos chegou a ser doado para dez pessoas dividirem da forma que acharem melhor, e que várias áreas estão sendo comercializadas pelos próprios beneficiários sem ao menos concluírem as construções.

PB Agora

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