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Embalado por Chicharito, Leverkusen recebe Barça de “dupla MS” por vaga

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O Bayer Leverkusen sabe que sua tarefa é delicada: precisa pontuar mais que o Roma na rodada final do Grupo E da Liga dos Campeões para se classificar. Isso significa que não poderá ser derrotado pelo Barcelona, nem que os italianos possam vencer o BATE Borisov no Estádio Olímpico.

Acompanhamos a rodada final em Tempo Real , com narração de Daniel Cardoso e comentários de Eric Faria e Victor Canedo.

Mas o Bayer Leverkusen também sabe que pode ser otimista. A notícia da ausência de Neymar, lesionado no treino da véspera, aumenta as chances de uma classificação, já que o brasileiro vem sendo um fator determinante para o Barça ao lado de Messi e Suárez – o trio será a dupla “MS” por alguns dias. Mais: Chicharito Hernández e sua boa fase (até que se prove o contrário) estarão em campo.

O mexicano leva aos alemães o sangue latino que corre nas veias do ataque catalão. São 13 gols em 18 jogos na temporada, numa transação que inicialmente não teria tamanho cartaz, vide a passagem apagada pelo Real Madrid e a facilidade com que o Manchester United negociou o seu ex-centroavante titular. Mas Chicharito ergueu-se e ajudou o Rubro-Negro a sonhar com um retorno ao mata-mata da Champions.

Quando ficou sabendo que daria entrevista, Chicharito brincou:  “Vou ficar conhecido no Brasil”. Com muito bom humor e sorriso no rosto, o mexicano de 27 anos revelou, dentre outras coisas, sua paixão pelo “país do samba”.

Descoberto pelo Chivas Guadalajara nas categorias de base, o atacante seguiu rumo à Europa e foi parar no Manchester United, onde ficou cinco temporadas e depois foi emprestado ao Real Madrid. Sem muitas oportunidades na Espanha, Chicharito assinou contrato com o Bayer Leverkusen e chegou ao clube alemåo em definitivo, numa transação de R$ 48 milhoes. E aí veio a volta por cima.

Chicharito tem 13 gols em 18 jogos no novo clube

Frequentemente convocado para a seleção mexicana, Chicharito não descartou nem mesmo atuar no futebol brasileiro num futuro não muito distante – ele esteve próximo de se transferir para a Major League Soccer, como o compatriota Giovani dos Santos.

– Por que não? Nunca se sabe do futuro. O Brasil é um país muito bonito e com uma liga muito conhecida. Não posso fechar portas.

Fã de samba, o atacante cita o Santos como um dos clubes mais importantes – os mexicanos fizeram na cidade litorânea de São Paulo a preparação para a Copa em 2014 -, elege o melhor jogador que já viu em toda a sua carreira e se defende das críticas do período em que atuou no Real Madrid:

– Não há nada negativo em jogar no Real Madrid. Está no meu currículo que joguei lá um ano. No início tive poucas oportunidades mas depois vieram muitas. Muitos me criticaram, disseram que eu não jogava porque não trabalhava, porque não era profissional. Mas no final eu mostrei que o problema era falta de oportunidade.

 

Com Globoesporte

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