A bancada de oposição prometeu impetrar um mandado de segurança para anular a sessão desta quarta-feira (25) que aprovou um requerimento solicitando ao governo do estado o envio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para criar o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
O deputado estadual Bruno Cunha Lima (PSDB) reconheceu que a instalação do novo órgão é legal, mas não é o momento oportuno, pois a Paraíba vive uma crise hídirica e enfrenta dificuldades na segurança pública, educação e saúde.
“Estamos impetrando um mandado de segurança contra a decisão esdrúxula, corrupta e incorreta que ocorreu nesta Casa. Aqui não é a casa da mãe Joana”, disse.
Ele também acusou a bancada do governo de usar de “opressão” para aprovar matérias na casa
O discurso de Bruno foi reforçado com declarações dos deputados Tovar Correia Lima (PSDB) e José Aldemir (PEN).
Tovar Correia Lima refutou as notícias de que a oposição teria cochilado na sessão de ontem e prometeu só votar matérias na Casa após se apossar da ordem do dia do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB).
“Não sabíamos o que estávamos votando, o requerimento do TCM não foi incluído na pauta e tivemos que engolir esse sapo. Eu só votarei nessa Casa depois de tomar o ordem do dia das mãos do presidente e ele que pegue outra cópia”, falou.
Ele anunciou que a Casa irá realizar uma audiência pública para discutir a instalação do TCM, mas adiantou que os trâmites já começaram errados.