O deputado federal paraibano Luiz Couto (PT) participou na noite da última segunda-feira, 19, do programa Expressão Nacional, da TV Câmara. O assunto foi o acolhimento a imigrantes e refugiados no Brasil em plena crise econômica e também a lei de migração, em tramitação na Câmara. Luiz Couto ressaltou a disposição histórica do Brasil de receber estrangeiros, mas defendeu que haja um acolhimento articulado e organizado a esses povos.“O Brasil sempre foi um país muito generoso e solidário com aqueles que aqui chegam. Mais que isso, o país tenta seja pelo Alto Comissariado seja com o Comitê para Refugiados, preservar o caráter de humanização do acolhimento. Mas, precisamos fazer uma ação articulada com os Estados e municípios. A primeira dificuldade é a língua. Alguns chegam e são usados para o trabalho escravo, outros para a exploração sexual ou para o crime organizado. É preciso que cuidemos de um cadastro real do que acontece em cada município. O Brasil tem a vontade de acolher, mas precisa se articular para que esses povos possam viver aqui de forma digna”, declarou Couto.
O Brasil se tornou, nos últimos anos, o principal destino das pessoas que procuram paz ou uma forma de sobreviver à miséria em seus países, como os haitianos. Todos têm enfrentado grandes dificuldades para sobreviver no país. Crise econômica, barreira da língua, choques culturais são alguns dos principais problemas.
Em sua participação no “Expressão Nacional”, Luiz Couto defendeu que sejam aprovadas mudanças nas atuais regras de imigração, classificando as normais vigentes como “burocráticas, restritivas e ultrapassadas”. Ele ainda sugeriu que haja mais respeito aos direitos dos trabalhadores migrantes: “Todos querem viver de seu trabalho e não de ajudas ou esmolas. É importante que os partidos possam indicar os membros para formar uma comissão especial e analisar a convenção que protege os direitos dos trabalhadores e seus familiares”, declarou.
Além de Luiz Couto, também participaram do programa os deputados Rocha (PSDB-AC), membro da comissão da Lei de Migração; o secretário Nacional de Justiça, Beto Vasconcelos; e o oficial de proteção do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Gabriel Godoy. O pároco da Igreja Nossa Senhora da Paz na Baixada do Glicério, em São Paulo, Padre Paolo Parise, também tomou parte no debate por teleconferência.
Lei – O Brasil poderá ter em breve uma Lei de Migração para substituir o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6815/1980), adotado durante o regime militar. A proposta que regula entrada de estrangeiros no país e estabelece normas de proteção ao emigrante brasileiro foi aprovada no Senado e está na Câmara dos Deputados. De autoria do presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o projeto reduz a burocracia na concessão de vistos no Brasil para investidores, estudantes e acadêmicos.
Reprises – O programa será reprisado nesta quarta-feira, 21, às 21h30 e na sexta-feira, 23, às 19h.
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