Entretenimento

Morre o cantor Jair Rodrigues aos 75 anos em São Paulo

jair rodriguesO cantor Jair Rodrigues, 75 anos, morreu nesta quinta-feira em sua casa em Cotia, na região metropolitana de São Paulo. Segundo exame preliminar do Instituto Médico Legal (IML) a causa da morte foi um infarto agudo no miocárdio. As informações foram confirmadas pela produtora do artista ao site de VEJA. Jair deixa dois filhos, os cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello.

A cerimônia do velório será realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, no Parque Ibirapuera, às 19h. O enterro está marcado para as 11h da sexta-feira no cemitério do Morumbi.

Nascido em Igarapava, em São Paulo, no dia 6 de fevereiro de 1939, Jair Rodrigues começou a carreira em 1957 em casas noturnas e logo foi para o rádio, participando de programas de calouro.

Gravou seu primeiro disco em 1962, com as canções Brasil Sensacional Marechal da Vitória, com temática da Copa do Mundo. Rodrigues ficou realmente conhecido a partir de 1964, com a música Deixa Isso pra Lá, que misturava samba, MPB e uma pitada de funk.

Boa praça, o cantor conquistou muitos amigos no meio musical, como Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Sua amizade mais frutífera foi ao lado da cantora Elis Regina, que conheceu em 1965. Ao lado da pimentinha, ele lançou três discos ao vivo, o Dois na Bossa, volumes 1, 2 e 3. Formou-se então a dupla Jair e Elis, que comandou o programa O Fino da Bossa, exibido pela rede Record.

Em 1966, defendeu a canção Disparada no II Festival de Música Popular Brasileira, também na Record, e dividiu o primeiro lugar com Nara Leão, com a música A Banda, de Chico Buarque.

Jair Rodrigues ficou famoso com a música Deixa Isso pra Lá na década de 1960. Composição de Alberto Paz e Edson Menezes, música foi considerada precursora do rap brasileiro por causa do refrão falado

É a década de 1970 que vê Jair Rodrigues se transformar em um dos maiores nomes da música brasileira. Produtivo, o cantor grava mais de um disco por ano, entre eles Festa para um Rei Negro, que continha o samba-enredo da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, do Rio de Janeiro, com o famoso refrão “Ô lê lê, ô lá lá / pega no ganzê / pega no ganzá”. Álbuns como Eu Sou o SambaMinha Hora e Vez e Pisei Chão também foram lançados nos anos 1970.

A carreira de Jair Rodrigues continuou a se proliferar nos anos seguintes, com discos novos do cantor quase a cada ano, com direito a algumas coletâneas, como 500 anos de folia – 100% Ao Vivo, lançada em 1999. Em 2000, chegaria às lojas o segundo volume do álbum e Jair faria parte da trilha sonora da novela O Cravo e a Rosa, exibida na faixa das 18 horas na Rede Globo, interpretando a canção título do folhetim.

Duas gravações de Jair Rodrigues nos anos 2000 deixaram o negócio musical do cantor em família: em 2004, ele cantou Falso Amor/Fake Love junto com seu filho, o músico Jair Oliveira, para o disco A Nova Bossa, já no ano seguinte, ele gravou a canção Alma Negra com a filha, a cantora Luciana Mello, para o disco de mesmo nome.

No total, sua discografia contém 44 discos, entre álbuns de inéditas e coletâneas. Apesar da idade, o cantor continuava na ativa. Seu último álbum foi Alma Negra, lançado em 2005 que lhe rendeu, no ano seguinte, uma indicação ao Grammy Latino, na categoria de melhor álbum de samba brasileiro.

Mais popular