O vice-procurador geral eleitoral, Eugênio José Guilherme de Aragão, do Ministério Público Eleitoral Federal, emitiu nesta terça (25) parecer jurídico a favor da criação da Rede Sustentabilidade. O processo segue agora para o plenário do Tribunal Superior Eleitoral – TSE e está aguardando apenas a entrada na pauta de julgamento.
Gerson Vasconcelos, porta-voz da Rede na Paraíba, destaca que o movimento entrará na disputa das eleições municipais de 2016, tanto em João Pessoa como em vários municípios no estado. “A Rede será uma alternativa real às tradicionais forças e oligarquias políticas do estado, estamos trabalhando junto à sociedade civil organizada, buscando novas lideranças comunitárias e divulgando as campanhas pelo ingresso de cidadãos anônimos na política e a figura do voto consciente”.
A Rede, como é comumente chamada, não possui presidente no partido, mas dois porta-vozes, um dos diferenciais. O movimento nasceu junto com as manifestações de 2013, recebeu mais de 500 mil assinaturas de apoio e tem buscado contribuir para renovação do atual cenário político brasileiro, incentivando pessoas anônimas a participar ativamente da política e a construir uma nova forma de fazer política, distanciando o país da corrupção, da crise ética, política e econômica na qual está imerso.
Para Lia Kutelak, liderança do município do Conde e porta-voz do gênero feminino da Rede Sustentabilidade Paraíba, afirma que não dá mais para pensar que a política tem dono, que os partidos têm donos, que a política é para fazer carreira. “Somos todos nós, somos uma instância partidária aberta, em rede, horizontal, somos um partido em construção, um instrumento de luta e exercício da cidadania, em busca da transformação cultural e social”.
Redação com ParlamentoPB