Política

Governador quebra ‘pacto nordestino’ e orienta bancada a votar pela redução da maioridade penal

Robinson-FariaO governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), revelou nesta terça-feira (30) que está fora do pacto firmado pelos governadores do Nordeste contra a redução da maioridade penal.

O chefe do Executivo potiguar manifestou ser favorável à redução da maioridade penal, para casos de crimes hediondos, como estupro, latrocínio ou homicídio qualificado. “Hoje, o Brasil está vivenciado o aumento de crimes bárbaros nesta faixa etária de 16 a 18 anos. Então, eu sou favorável à redução”, disse.

Robinson orientou a bancada do seu estado a votar pela aprovação da proposta. A posição do governador é congruente com o que já pensa a maioria dos congressistas potiguares. Pelo menos três deputados e um senador se manifestaram favoráveis à redução, sendo eles, os deputados federais Fábio Faria, Rogério Marinho e Walter Alves, além do senador José Agripino Maia (DEM). Ainda não se conhece a posição dos deputados Rafael Motta (PROS), Zenaide Maia (PR) e Antonio Jácome (PMN). O senador Garibaldi Filho (PMDB) também ainda não se manifestou. A única até agora a se posicionar contrária à redução é a senadora Fátima Bezerra (PT).

Privatização dos Presídios

Robinson Faria ainda defendeu a discussão sobre a privatização dos presídios brasileiros, caso o governo não dê conta de cuidar com o aumento da população carcerária.

“Sou favorável à redução da maioria penal para crimes hediondos. Assim como sou favorável a maiores investimentos no sistema prisional brasileiro, bem como, se for a solução, uma vez que o governo federal não tem condições de arcar com o custo para reformar presídios, que se privatize os equipamentos para que o detendo possa ser ressocializado e que não haja fuga nem rebeliões”, frisou o gestor.

Ainda de acordo com o governador, a mudança no Brasil de hoje justifica a diminuição da maioridade penal. “Um adolescente de 16 anos hoje é totalmente diferente daquele de 20 anos atrás. A Europa e EUA também adotaram a redução há muito tempo. Isso não será a solução total, mas um começo. Quem já teve um familiar assassinado por um jovem de 16 anos sabe o tamanho da dor. Se com 16 anos já tem consciência para votar, também tem que ter consciência de que deve se portar como um cidadão de bem”, afirmou.

Redação com Blog do Gordinho

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