O avanço das investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master trouxe novos desdobramentos em Brasília e levou a um reforço nas medidas de segurança do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com informações da Revista Veja, o magistrado passou a utilizar colete à prova de balas em algumas ocasiões após o progresso das apurações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
As informações foram debatidas no programa Os Três Poderes, da revista, apresentado por Ricardo Ferraz, que apontou a existência de um possível grupo violento associado ao empresário investigado.
Com o aprofundamento das investigações, o caso deixou de ser tratado apenas como um escândalo de natureza financeira e passou a levantar suspeitas de atividades típicas de organizações criminosas.
A PF aponta que o grupo associado ao banqueiro contaria com pessoas encarregadas de espionagem e, eventualmente, de ações contra indivíduos considerados inimigos.
Uma das prisões realizadas no âmbito da investigação foi a de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão. Ele é apontado como integrante desse núcleo mais agressivo e teria a função de levantar informações sobre desafetos do banqueiro e coordenar iniciativas de pressão.
Entre os nomes citados como possíveis alvos nas apurações aparece o jornalista ‘Lauro Jardim’, de O Globo.
Diante desse cenário, a Polícia Judicial do STF procurou o gabinete de André Mendonça para avaliar a possibilidade de ampliar o esquema de proteção. A proposta discutida inclui estender a segurança para familiares do ministro, como sua esposa e filhos.
Atualmente, o sistema de proteção concentra-se no magistrado, assim como ocorre com os demais integrantes da Corte. A sugestão em análise prevê que agentes acompanhem também os deslocamentos dos familiares, garantindo um nível mais amplo de proteção.
Auxiliares próximos ao ministro indicam que Mendonça tende a concordar com a ampliação da segurança caso a medida seja considerada viável.
O magistrado já utilizou colete à prova de balas em determinadas circunstâncias públicas, inclusive quando realiza pregações na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde também atua como pastor.
Foto: STF; Fontes: Veja; G1