Os metais preciosos registraram quedas expressivas nesta sexta-feira (30), com o ouro recuando 11,38%, encerrando o dia a US$ 4.745,10 por onça-troy — a maior queda percentual desde 2016.
A prata sofreu ainda mais, caindo 31,37%, chegando a US$ 78,53 por onça-troy, configurando a maior perda em um único dia desde 2008. O movimento levou investidores a realizarem lucros acumulados nas últimas semanas.
Dois fatores principais pressionaram os preços. O primeiro foi a indicação de Kevin Warsh para o Federal Reserve, visto como um nome conservador, o que diminui as expectativas de cortes de juros.
O segundo fator foram os dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos, que vieram acima do esperado, reforçando apostas de juros altos por mais tempo.
“Warsh não se comprometeu a reduzir as taxas de juros”, declarou o ex-presidente Donald Trump, acrescentando que conversará com ele sobre o tema, mas sem pressão da Casa Branca.
O fortalecimento do dólar também contribuiu para a queda. Metais preciosos tendem a perder valor quando a moeda americana se valoriza, tornando-os mais caros para compradores estrangeiros.
Na semana, o ouro acumulou queda de 4,71%, enquanto a prata recuou 22,5%. Apesar disso, ambos seguem com ganhos no mês: o ouro avançou 9,30% em janeiro, e a prata subiu 11,23%.
As projeções atuais do CME Group indicam junho como o mês mais provável para cortes de juros, mas a indicação de Warsh aumentou a incerteza e levou analistas a revisar expectativas, apontando que os preços podem cair tão rápido quanto subiram.
Outros metais também registraram perdas significativas. A platina para abril caiu 19%, fechando a US$ 2.121,60 por onça-troy, devolvendo parte das recentes máximas históricas.
Já o paládio recuou 15,62%, a US$ 1.703,10, em meio a liquidação intensificada por investidores em busca de realizar lucros. O movimento evidencia a volatilidade e o período de correção que os metais preciosos enfrentam. (Fonte: BPMoney)