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Criação de empregos desaba no Brasil em 2025; Ministro culpa BC

O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2025 com a criação de 1,28 milhão de vagas com carteira assinada. O número representa uma redução de 23,7% na comparação com 2024, quando o saldo positivo chegou a 1,68 milhão de postos.

O desempenho é o mais fraco desde 2020, ano marcado pela pandemia de covid-19, quando o país registrou fechamento líquido de 189,39 mil empregos.

Os dados foram divulgados nessa quinta-feira (29) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), com base nas informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Somente em dezembro, o saldo foi negativo em 618,16 mil vagas formais, resultado pior do que o observado no mesmo mês de 2024, quando houve encerramento líquido de 535,43 mil postos. Tradicionalmente, dezembro concentra mais demissões do que admissões, em razão do fim de contratos temporários.

Apesar da desaceleração no acumulado do ano, todas as 27 unidades da Federação apresentaram saldo positivo em 2025. São Paulo liderou a criação de empregos, com 311.228 novas vagas, avanço de 2,17%. Na sequência aparecem o Rio de Janeiro, com 100.920 postos (crescimento de 2,60%), e a Bahia, que abriu 94.380 vagas, alta de 4,41%.

O levantamento também mostra que os cinco grandes setores da economia tiveram desempenho positivo ao longo do ano. O setor de serviços puxou a geração de empregos, com 758.355 novas vagas (alta de 3,29%).

Em seguida vêm o comércio, com 247.097 postos (crescimento de 2,3%); a indústria, com 144.319 vagas (alta de 1,6%); a construção civil, com 87.878 empregos (crescimento de 3,1%); e a agropecuária, com 41.870 postos formais (alta de 2,3%).

Ao comentar os números, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a política monetária adotada pelo Banco Central teve impacto direto sobre o ritmo da economia em 2025.

Segundo ele, a manutenção de juros elevados contribuiu para a desaceleração na criação de empregos. “[Eu] enxergava, insistia que nós íamos ter um processo de diminuição de velocidade. Isso acabou acontecendo. Na verdade, é o Banco Central que esperava, exerceu e trabalhou para diminuir o ritmo do crescimento, dada a sua responsabilidade de cumprimento das suas metas, das ações, das suas necessidades. O problema é que isso reflete em queimar o Orçamento para pagar juros. Isso é um drama”, declarou a jornalistas.

Foto: Ag. Câmara; Fonte: Poder360

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