Um vídeo de cerca de 40 segundos divulgado pela Casa Branca mostra uma embarcação em movimento sendo atingida por projéteis que provocam uma explosão. À medida que a fumaça se dissipa, o barco aparece consumido pelas chamas, imóvel sobre a água.
A inteligência norte-americana confirmou “sem dúvida” que o navio transportava drogas e que os ocupantes eram “narcoterroristas”.
Donald Trump também declarou que o barco continha “drogas suficientes para matar de 25 mil a 50 mil pessoas” e sugeriu que ele estaria “entrando em território americano enquanto estava na costa venezuelana”.
Em declarações anteriores, Trump afirmou que o navio transportava membros do cartel Tren de Aragua, mas detalhes sobre os alvos dos ataques subsequentes, incluindo o mais recente, não foram divulgados.
Na quinta-feira, Trump classificou formalmente a luta contra os cartéis de drogas como um “conflito armado”, definindo-os como organizações terroristas.
Essa formalização amplia os poderes do governo em operações de guerra, permitindo ações que incluam eliminação de combatentes, detenções indefinidas sem julgamento e processos em tribunais militares. A Casa Branca argumenta que os ataques recentes a barcos no Mar do Caribe, que resultaram na morte de 17 pessoas, estão dentro dessa legalidade.
O New York Times relatou que assessores de Trump pressionam pela remoção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, intensificando o foco militar americano. Em agosto, os EUA aumentaram a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões (cerca de R$ 260 milhões), acusando-o de ligações com o narcotráfico, acusações que ele nega.
Também na quinta-feira, a Venezuela anunciou ter detectado aeronaves de combate dos EUA a 75 km de sua costa, além das águas territoriais padrão de 20 km. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou a movimentação como “uma provocação” e ameaça à segurança nacional: