O governo do presidente Donald Trump estaria avaliando expandir o uso da Lei Magnitsky, já aplicada ao ministro Alexandre de Moraes, para incluir pelo menos outros quatro integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada nessa quarta-feira (31) pela colunista Mariana Sanches, durante participação no UOL News.
Entre os nomes citados, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, estaria na mira das possíveis novas sanções. De acordo com a colunista, o objetivo seria aumentar a pressão sobre o Congresso brasileiro, a fim de acelerar a votação de uma proposta de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Agora existe uma clara disposição aqui em Washington do governo Trump, especialmente das alas mais ideológicas, que isso não pare por aí. Mais do que isso: já apurei que há discussões sobre incluir outros ministros do Supremo na Lei Magnitsky, assim como Moraes”, afirmou Mariana.
Segundo ela, fontes americanas relataram que há conversas internas nos EUA sobre incluir mais quatro ministros do STF na lista de sanções.
“Com certeza Barroso seria um deles, conforme me disseram fontes americanas”, declarou. A colunista também apontou que há risco de membros do Congresso brasileiro entrarem na mira, como forma de forçá-los a apoiar a anistia a Bolsonaro.
“Essas mesmas fontes me disseram que há o risco de o Congresso também ser atingido, em uma tentativa de forçá-los a votar a questão da anistia em relação a Jair Bolsonaro. Trata-se de uma ameaça clara de sanções a autoridades brasileiras caso elas não se comportem como a Casa Branca deseja”, explicou.
Ainda segundo Mariana Sanches, o Itamaraty acompanha com cautela os desdobramentos em Washington e deve aguardar os próximos passos antes de adotar uma resposta oficial. A Casa Branca considera a situação de Bolsonaro uma “emergência nacional”, citando supostos casos de censura e a atuação do STF na regulação de empresas de tecnologia como justificativas para medidas mais duras.
Washington já adotou uma sobretaxa de 40% sobre tarifas de importação anunciadas em abril, usando o contexto político brasileiro como justificativa. A expectativa, segundo Mariana, é que novas punições estejam sendo preparadas.
“A resposta do Brasil também depende desse aspecto e se afinal haverá mesmo uma escalada cada vez maior de punições a autoridades brasileiras por Washington”, concluiu.
Direitaonline – (Foto: STF)