A mãe da menina que teve a perna errada operada por uma equipe do Hospital de Trauma de Campina Grande, afirmou que o membro que deveria ter sido submetido ao procedimento cirúrgico tinha uma tala, ou seja, estava identificada.
A criança, de 6 anos de idade, foi vítima de um erro médico no Centro Cirúrgico do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, nessa quinta-feira (25).
Os familiares da menina explicaram que ela começou a sentir dores após cair de bicicleta a cerca de dois meses, quando começou a buscar tratamento para um quadro clínico de celulite infecciosa na perna esquerda desde então. A menina também já havia passado por uma cirurgia no Hospital Universitário da UFCG, mas voltou a ter complicações.
Inicialmente, a mãe da criança levou a menina para o Hospital da Criança, também em Campina Grande, onde fez exames e foi internada. Em seguida, ela foi transferida para o Hospital de Trauma, onde passou alguns dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A equipe identificou uma bactéria na perna da garota e ela foi transferida para o Hospital Universitário da UFCG.
No Hospital Universitário, a menina passou pela primeira cirurgia para retirar a bactéria. Cinco dias após alta médica, a família notou que a perna da menina voltou a inchar e ela foi diagnosticada com um quadro de trombose na perna.
A criança retornou para o HU, mas foi levada ao Hospital de Trauma e, após o raio-x, foi internada para passar por uma nova cirurgia porque a bactéria continuava na perna da menina.
Fonte: Notícia Paraíba
A criança foi levada para o bloco cirúrgico e depois de mais de 2 horas no procedimento e ao ser transferida para enfermaria, a mãe percebeu que os médicos realizaram o cirurgia na perna errada da filha.
Ao perceber a falha, a criança foi transferida as pressas novamente para o centro cirúrgico e passou por outro procedimento.
Ainda de acordo com a mãe da vítima, a filha estava com uma tala de acesso para o edema na perna esquerda, mas mesmo assim a equipe fez a cirurgia na perna errada. “Era nítido, visível, porque ela estava com uma tala aberta com uma janela de acesso para o edema e eu não sei como uma equipe médica não deu conta disso”, afirmou.
Os familiares da paciente acionaram a polícia e o Conselho Tutelar que acompanham o caso.
Segundo a direção do hospital, a equipe que participou do procedimento foi afastada da unidade e uma sindicância foi aberta para apurar a falha cometida pelos profissionais.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, Ministério Público e Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB).