As denúncias formuladas pelo Ministério Público Eleitoral e por advogados da Coligação ‘A vontade do povo’ sobre irregularidades no programa ‘Empreender Paraíba’ foram confirmadas por Tibério Limeira, designado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) para ocupar a pasta desde o último dia 10 de janeiro.
Em entrevista a um programa de rádio, o secretário admitiu que o índice de inadimplência dos empréstimos concedidos pelo governo do estado chega a 50%. “O programa não é a fundo perdido, porque se fosse , 100% das pessoas não pagariam e eu estou dizendo que 50% das pessoas pagam e pagam em dia. É uma taxa de inadimplência alta, é. A gente não tem controle das pessoas que montam um negócio”, reconheceu.Novato na função delegada pelo governador, Tibério Limeira também defendeu que a administração estadual cobre a dívida dos inadimplentes. “O estado tem que cobrar. Independente de ter dado certo ou errado, o dinheiro foi emprestado e precisa retornar aos cofres do estado para ser reinvestido, mas o Empreender está cumprindo seu papel para a economia do estado. O governo vai à Justiça quando se esgotarem as tentativas de negociação, naturalmente a Procuradoria Geral do estado vai acionar na justiça, vai inscrever na dívida ativa do estado”, declarou.
Ao anunciar que o governo irá criar mecanismos de controle para a liberação dos recursos, o gestor alertou que os devedores poderão ter seus nomes inclusos no Serasa. “Não há tolerância, as pessoas terão seus nomes inscritos no Serasa, terão dificuldades de contrair créditos em outras instituições financeiras. Agora, não podemos enfiar a faca no pescoço do cara e dizer: pague”.
Após confirmar a falta de controle do estado sobre os empréstimos, o secretário ainda assumiu que “mortos” chegaram a ser contemplados com o benefício. “As denúncias de que alguma pessoa morta recebeu ou que alguém recebeu fora da cidade, nós vamos acionar essas pessoas por falsidade ideológica. Isso não é um problema do programa, mas de quem enviou os dados. Alguém utilizou documento de quem já havia falecido, homônimo. Tem esse problema e a pessoa vai ser acionada na justiça, isso é um crime que a pessoa cometeu contra o estado e o estado vai acionar”, falou.
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