Escola recontou a história do Brasil a partir de heróis negros e índios.
A Mangueira se destacou logo no início da apuração, ao ganhar nota máxima nos primeiros quesitos, Evolução, Harmonia, Mestre-sala e Porta-bandeira. A escola só levou três notas abaixo de dez em Alegorias e adereços, Enredo e Fantasias. Mas, seguindo o regulamento, elas foram descartadas — no total de quatro notas por quesito, a mais baixa é desconsiderada. Sendo assim, a Mangueira venceu com 270 pontos.
A escola não precisou da última nota para garantir o título, nem de uma nota máxima. Após ouvir o 9,9 no quesito Fantasias, os diretores e componentes da Mangueira, que estavam na Praça da Apoteose acompanhando a apuração, comemoram muito o 19º título da agremiação.
A última vez que a Verde e Rosa venceu foi em 2016, quando fez uma homenagem para a cantora Maria Bethânia. No total, a escola já ganhou 18 troféus do Carnaval carioca.
O segundo carro foi um dos destaques do desfile ao trazer uma releitura do Monumento às Bandeiras, em São Paulo, e questionar a atuação dos bandeirantes, retratados não como heróis, mas como invasores que massacraram os povos indígenas.
Nas alas e alegorias, a Mangueira exaltou os verdadeiros heróis do país: negros, índios e pobres. A agremiação também fez uma homenagem para a vereadora Marielle Franco, assassinada em março do ano passado, com direito a bandeiras estampadas com o rosto dela na última ala.

