Nada poderia ser pior para o governo do presidente Jair Bolsonaro, e até para a estabilidade da economia brasileira, do que o impeachment do presidente americano Donald Trump se concretizar.
Há um grande sonho no Brasil, sobretudo agora, com a posse de Bolsonaro, e com esse sonho se imagina que tudo vai melhorar, principalmente quando se tem um amigo na Casa Branca.
É preciso ficar claro, no entanto, que o Ministério da Justiça dos EUA aconselha que não é saudável para a democracia um presidente ser judicialmente indiciado. Os juristas sugerem que Trump não pode ser processado durante sua presidência, a única maneira de ele ser removido do cargo seria por impeachment.
O processo de impeachment tem que ser iniciado pela Câmara dos Deputados e só precisa de uma maioria simples para ser aprovado. Em seguida, o julgamento passa a ser realizado no Senado Federal . Para passar no no Senado, o projeto precisa de dois terços dos senadores – e esse número nunca foi alcançado na história política americana. É bom destacar que os republicanos controlam o Senado americano.
A presidenta da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse que não descarta a hipótese do impeachment de Trump, mas frisou que vai esperar o relatório final do procurador especial Robert Mueller.
Os desafetos de Trump acusam que ele violou o seu juramento de posse de “preservar, proteger e defender” a constituição dos EUA.
O presidente americano destaca que a investigação do procurador especial Robert Mueller é a maior “caça às bruxas” na história de Washington.
As autoridades russas, por sua vez, negam ter interferido nas eleições dos EUA.
Dois processos de impeachment – Os anais do Congresso americano registram dois processos de impeachment: Bill Clinton (1998-99) e Andrew Johnson (1868). Os dois processos tiveram o mesmo destino: passaram na Câmara , mas foram rejeitados no Senado. Johnson foi salvo por um voto.
Anos mais tarde, James Wilson Grimes, senador de Iowa, explicou o seu voto que salvou a presidência de Johnson: “não poderia concordar em destruir o funcionamento harmonioso da Constituição para livrar-me de um presidente inaceitável”.
Freddy Freitas