A contaminação das cervejas da Backer por substâncias tóxicas atinge mais da metade dos 22 rótulos que eram comercializados pela empresa.
Análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontam a presença do dietilenoglicol ou do monoetilenoglicol em 54 lotes de 12 marcas da cervejaria artesanal – a listagem oficial indica 55 lotes, mas um deles, o L2 1604, figura duas vezes na relação.
As substâncias proibidas foram detectadas em um quarto das 221 amostras analisadas. Somente da Belorizontina, rótulo em que foram identificadas as primeiras contaminações e carro-chefe da cervejaria mineira, são 33 lotes comprometidos, o que corresponde a cerca de 1 milhão de garrafas.
O órgão federal destaca que o levantamento indica tratar-se de algo restrito à fábrica, e não atingir o setor de cervejas artesanais. Testes em 74 amostras de outras cervejarias deram negativo para os dois agentes químicos, usados por algumas empresas no processo de refrigeração da bebida, mas que não podem ter contato com o líquido.